21 de novembro de 1287, em algum lugar do oeste europeu...
Demira aproximou-se dela. Encolhida em um canto,
Aya estava aos prantos.
- Eu havia prometido a mim mesma... nunca mais derramar lágrimas por eles. Eu criei uma armadilha e caí nela...
- Não há como fugir disso, Aya. Relacionar-se com pessoas causa sofrimento e decepção mas também gera muita alegria. É um risco a correr...
Você deve ser forte, Aya. Resista à dor e lute. Eu abdiquei à minha vida covardemente. Usei morte para fugir e olhe onde cheguei; aqui estou eu, atormentada e infeliz.
- Estou cansada; cansada de lutar sabendo que não vou vencer, amiga. Porque não desistir simplesmente?! O que me impede?
Por algum tempo, o silêncio imperou e as palavras das duas ecoaram ao longe.
- Eu o odeio. I hate him... - A voz de Aya agora era tão cortante quanto as adagas que carregava junto ao seu corpo.
A noite caia, a jovem olhou para o céu através da janela; pegou um pedaço de pergaminho e uma pena, e saiu. Demira resolveu não segui-la, Aya precisava ficar sozinha.
A pena deslisou suavemente, riscos formaram umas sucessão de letras:
Por que eu sempre me calo? Por que não digo o que eu sei? Por que continuo a fingir que não sei de nada... por que cometer os erros de tantas outras, se sei que fingir-se de cega não mudará a situação?
Os ensinamentos que recebi de nada servem. Conselhos não são necessários; eu sei o que devo fazer, mas não consigo. Quebrar a corrente que me prende não é tão fácil quanto parece ser...Eu deveria lhe dizer: "Eu sei o que você faz e fez. Mentir não adianta. Eu vi; mais de uma vez. E isso faz meu coração doer; lágrimas frias rolam pelo meu rosto todos os dias." Mas não tenho coragem...Aya pegou uma de suas adagas. Girava-a em suas mãos enquanto pensava se valia a pena continuar sofrendo...
O seu sangue manchou o papel branco.
TO BE CONTINUED...